Cover di Águas de Março

Águas de Março
Singolo - 1972 - Debaser id 1363439

di Elis Regina

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É um resto de mato na luz da manhã
Il tuo voto:
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Il tuo voto:
A sala cala e o jornal prepara quem
Está na sala
Com pipoca e bala e o urubu sai
Voando, manso
O tempo corre e o suor escorre,
Vem alguém de porre
E há um corre-corre, e o mocinho,
Chegando, dando
Eu esqueço sempre nesta hora,
Linda, loura
Minha velha fuga em todo
Impasse
Eu esqueço sempre nesta hora,
Linda, loura
Quanto me custa dar a outra
Face
O tapa estala no balacobaco, e é bala
Com bala
E é fala com fala, e o galã se espalhando,
Dando
No rala-rala, quando acaba a bala, é faca com faca
É rapa com rapa, e eu me realizando,
Bambo
Quando a luz acende é uma tristeza,
Trapo, presa
Minha coragem muda em
Cansaço
Toda fita em série que se preza, dizem,
Reza
Acaba sempre nomelhor
Pedaço
Il tuo voto:
Carico...

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Tu e Águas de Março
Nella collezione di
Carico...